sexta-feira, 13 de abril de 2007

ENERGIA ELÉTRICA VAI AUMENTAR

Energia dispara 256% no mercado de curto prazo

São Paulo, 13 de Abril de 2007 - Preço do insumo saltou para R$ 62,64 o MWh após estabilidade de doze semanas. Os preços médios da energia elétrica comprada no mercado de curto prazo dispararam 256% esta semana em relação à passada, para R$ 62,64 o megawatt-hora (MWh), rompendo uma trajetória de estabilidade nas cotações iniciada na primeira quinzena de janeiro deste ano, quando o valor foi fixado em R$ 17,59 por MWh.
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São Paulo, 13 de Abril de 2007 - Preço do insumo saltou para R$ 62,64 o MWh após estabilidade de doze semanas. Os preços médios da energia elétrica comprada no mercado de curto prazo dispararam 256% esta semana em relação à passada, para R$ 62,64 o megawatt-hora (MWh), rompendo uma trajetória de estabilidade nas cotações iniciada na primeira quinzena de janeiro deste ano, quando o valor foi fixado em R$ 17,59 por MWh. "Apesar da proximidade do período de seca, não é normal o preço subir como nesta semana", afirma Marcelo Parodi, sócio da comercializadora Comerc, que prevê grande dificuldade das empresas, daqui para frente, de negociar com os geradores novos contratos de energia. "Estamos na iminência de um apagão contratual", diz ele, lembrando que muitos contratos devem vencer no fim do ano e começo de 2008.

Parodi aponta como principal fator para a alta do insumo a reação inesperada do Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável pelo controle do sistema elétrico nacional, que decidiu acionar três termelétricas após constatar que o volume de chuva no Sudeste ficou, semana passada, abaixo da média histórica. "Embora os reservatórios das hidrelétricas ainda estejam cheios, o ONS adotou uma estratégia pessimista para os próximos meses e resolveu preservar a água armazenada por meio do despacho das termelétricas, que geram energia a custos bem superiores", afirma.

Tradicionalmente, as usinas térmicas começam a operar em maio, quando historicamente há redução nos níveis de chuva. Um estudo divulgado ontem pelo Instituto Acende Brasil alertou para o risco de racionamento energético a partir de 2010, caso haja atrasos na construção de novas usinas e crescimento acelerado da demanda.
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É preciso que se tome uma providência o quanto antes, pois com as mudanças no clima, imagine ter de racionar energia em pleno verão, será praticamente impossível.

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