SÃO PAULO, 9 de maio de 2007 - Representantes de aproximadamente 60 entidades assinaram, há pouco, um manifesto contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), cujo prazo de existência expira em 31 de dezembro deste ano. O documento agora será levado a outras instituições em todo o Brasil para a coleta de mais assinaturas e aumento da pressão sobre os parlamentares.
Por se tratar de uma arrecadação prevista de R$ 35 bilhões neste ano, o governo federal - que alega não poder abrir mão da receita levando em conta o comprometimento das despesas - já está se mobilizando dentro do Congresso Nacional em busca de adeptos à manutenção da cobrança do tributo.
De acordo com o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), o esforço do governo será muito maior do que o da sociedade. Isso porque, como se trata de uma emenda constitucional, para que a CPMF continue existindo são necessários os votos favoráveis de 308 deputados e 49 senadores. Mas, para que o tributo termine, 205 deputados e 33 senados devem se manifestar contra a sua prorrogação.
"Queremos forçar a redução de despesas pela queda das receitas", afirmou Bornhausen, fazendo coro ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. "É do governo o papel de identificar e reduzir seus gastos. Se perguntassem para mim, quais despesas precisam ser reduzidas aqui na Fiesp, eu diria", afirmou Skaf, lembrando que na Suíça existem apenas sete ministérios, que abrigam várias pastas. "Não vejo necessidade de o Brasil ter 36 ministérios", complementou o representante dos industriais.
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Está sendo votado o aumento de 28,5 % no salário do presidente da república, senado e câmara dos deputados, o momento é impróprio para tal, o presidente Lula deveria se empenhar não em dar continuidade a CPMF mas o contrário, já que ele, foi um combatente ferrenho a criação deste tributo antes de ser presidente.O governo precisa diminuir os seus gastos e não usurpar mais a sociedade trabalhadora.




Rio De Janeiro Time

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