IBGE: Nível do mar já subiu 1 centímetro no Sul
RIO - O nível da água do mar subiu um centímetro nos últimos cinco anos em Santa Catarina, segundo medição feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto está estudando os efeitos do aquecimento global no nível dos mares.
A medição foi realizada em dois pontos da costa brasileira. Em Imbituba (SC), o aumento é da ordem média de 2,5 mm ao ano. Em Macaé, no Rio de Janeiro, o aumento foi muito alto, de 37 mm por ano. O dado fluminense, no entanto, é impreciso segundo próprio IBGE.
Luis Paulo Souto, diretor de Geociências do instituto, explica que os marégrafos - instrumentos usados para a medição - estão presos à crosta terrestre. Assim, qualquer movimento de afundamento da crosta no local pode ser erroneamente medido como aumento do nível do mar. - O dado de Imbituba é consolidado. Por outro lado, o resultado que nós encontramos para Macaé é bem superior, é de 37 mm por ano. Não reflete os efeitos do aquecimento. É um efeito local que nós ainda estamos investigando - diz Souto.
Em Imbituba, o instituto já instalou um mapeador via satélite (GPS) para identificar esse movimento da crosta e descontá-lo dos resultados. Em Macaé, o GPS deve ser instalado ainda neste ano.
O instituto cogita outras duas causas, além de alterações na crosta, para o resultado exorbitante de Macaé: efeitos do vento, em razão da localização geográfica da cidade fluminense, e efeitos causados pelo crescimento acelerado na região, que estaria provocando alterações nos rios que deságuam em Macaé e adjacências.
O diretor também lembra que o aumento de 2,5 mm por ano está dentro das expectativas mais otimistas divulgadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Previsões mais pessimistas apontam um aumento de até 5 mm. Ainda de acordo com o IBGE, o valor também está abaixo de medições internacionais feitas desde 1993, que mostram um aumento médio de 2,8 mm ao ano.
- Na verdade, a grande contribuição que o IBGE dá a esse tema é que nós estamos monitorando continuamente o nível do mar. Continuaremos fazendo 365 dias por ano, todos os anos. Esse número, de 2,5 mm por ano, não é alarmante, é o limite mais otimista, algo em torno de 20 cm no século - conclui Souto.
A medição foi realizada em dois pontos da costa brasileira. Em Imbituba (SC), o aumento é da ordem média de 2,5 mm ao ano. Em Macaé, no Rio de Janeiro, o aumento foi muito alto, de 37 mm por ano. O dado fluminense, no entanto, é impreciso segundo próprio IBGE.
Luis Paulo Souto, diretor de Geociências do instituto, explica que os marégrafos - instrumentos usados para a medição - estão presos à crosta terrestre. Assim, qualquer movimento de afundamento da crosta no local pode ser erroneamente medido como aumento do nível do mar. - O dado de Imbituba é consolidado. Por outro lado, o resultado que nós encontramos para Macaé é bem superior, é de 37 mm por ano. Não reflete os efeitos do aquecimento. É um efeito local que nós ainda estamos investigando - diz Souto.
Em Imbituba, o instituto já instalou um mapeador via satélite (GPS) para identificar esse movimento da crosta e descontá-lo dos resultados. Em Macaé, o GPS deve ser instalado ainda neste ano.
O instituto cogita outras duas causas, além de alterações na crosta, para o resultado exorbitante de Macaé: efeitos do vento, em razão da localização geográfica da cidade fluminense, e efeitos causados pelo crescimento acelerado na região, que estaria provocando alterações nos rios que deságuam em Macaé e adjacências.
O diretor também lembra que o aumento de 2,5 mm por ano está dentro das expectativas mais otimistas divulgadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Previsões mais pessimistas apontam um aumento de até 5 mm. Ainda de acordo com o IBGE, o valor também está abaixo de medições internacionais feitas desde 1993, que mostram um aumento médio de 2,8 mm ao ano.
- Na verdade, a grande contribuição que o IBGE dá a esse tema é que nós estamos monitorando continuamente o nível do mar. Continuaremos fazendo 365 dias por ano, todos os anos. Esse número, de 2,5 mm por ano, não é alarmante, é o limite mais otimista, algo em torno de 20 cm no século - conclui Souto.
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Desde de pequeno que ouço dizer que o mar tomará de volta o que é seu, locais próximos a costa irão virar mar, que coisa...




Rio De Janeiro Time

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