Finalizados os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, um fator desponta na opinião de especialistas como um dos principais obstáculos para a cidade sediar um grande evento esportivo como as Olimpíadas: o sistema de transporte.
Segundo esses especialistas, o Pan propiciou ao Rio instalações esportivas de ponta, como o novo Maracanãzinho, o Parque Aquático Maria Lenk e a Arena Multiuso, mas a cidade não oferece aos participantes e ao público meios eficientes para se chegar e se deslocar por esses locais.
Para especialistas, transporte no Rio não melhorou para o Pan
Finalizados os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, um fator desponta na opinião de especialistas como um dos principais obstáculos para a cidade sediar um grande evento esportivo como as Olimpíadas: o sistema de transporte.
Segundo esses especialistas, o Pan propiciou ao Rio instalações esportivas de ponta, como o novo Maracanãzinho, o Parque Aquático Maria Lenk e a Arena Multiuso, mas a cidade não oferece aos participantes e ao público meios eficientes para se chegar e se deslocar por esses locais.
“O Pan foi uma grande chance para deixarmos um legado na área de transporte da cidade, mas deixou-se o tempo passar, e não se fez nada”, afirma o engenheiro Fernando Mac Dowell, especialista na área.
“Podiam pelo menos ter modernizado a engenharia de tráfego, colocado softwares mais modernos, mas não se mexeu em nada.”
Teste
Mac Dowell, que projetou a Linha Vermelha (via expressa que liga o sul e o norte cariocas) e elaborou planos de governo na área de transportes, relata que nos últimos dias foi convidado e participou de uma reunião com consultores privados estrangeiros que preparam a proposta para o Rio de Janeiro ser a cidade-sede das Olimpíadas de 2016.
“Eles (os consultores) estão preocupados é com transporte”, conta o engenheiro. Autoridades brasileiras, também. Em entrevista recente, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, citou o transporte como o item que precisa ser melhorado para o Rio receber os Jogos Olímpicos.
Na sua última tentativa de sediar as Olimpíadas, quando perdeu os Jogos de 2012, o Rio recebeu no quesito infra-estrutura (que abrange transporte) a sua nota mais baixa e não passou da primeira fase da seleção.
O Pan 2007 tem sido considerado um teste para as eventuais Olimpíadas.
A Rio 2016 foi lançada no ano passado, depois de uma avaliação feita por consultores privados australianos para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Na época, eles apontaram a fama e a beleza da cidade como pontos positivos para a candidatura, mas criticaram a infra-estrutura e o transporte.
Procurado pela BBC Brasil, o COB não quis confirmar se empresas estrangeiras continuam a trabalhar para a candidatura Rio 2016, mas consultores australianos participaram da organização do Pan 2007.
A empresa MI Associates, por exemplo, presente no Pan, integrou a candidatura vitoriosa Londres 2012.
A sede dos Jogos de 2016 será anunciada em outubro de 2009.
A exemplo do engenheiro Mac Dowell, o educador e pesquisador em políticas públicas na área de esporte Marcelo Paula de Melo indica o transporte como um ponto fraco da candidatura carioca para as Olimpíadas.
“O Pan não representou melhorias, a expansão do metrô para a Barra não saiu do papel”, diz.
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É uma pena que os governantes tenham perdido esta oportunidade, mas para a olimpíada, ainda pode dar tempo .





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